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É curioso notar que 23 anos em seguida a sua morte, Pablo Escobar experimenta um novo surto de popularidade. Além de Narcos ser um grande sucesso, outras séries e documentários chegaram ao mercado pra racontar a história do traficante mais famoso da América Latina. E ainda neste embalo, acaba de transpor nos cinemas Conexão Escobar (The Infiltrator), com ninguém menos que Bryan Cranston, o eterno Walter White de Breaking Bad, no papel principal.

Nome do momento

E a prova de que Pablo Escobar está realmente em subida, é que na tradução pro português, fizeram questão de colocar seu nome no título, mesmo que ele mesmo tenha uma pequena participação ativa no filme (pra não expressar quase nula). “Conexão Escobar” adapta o livro de memórias do agente federalista da Alfândega Robert Mazur (Bryan Cranston), que em 1985 teve a teoria de uma operação que mudava a abordagem das agências da lei setentrião-americanas na guerra contra as drogas, ao invés de ir detrás das drogas, resolveu ir detrás das pessoas envolvidas com o tráfico de drogas da Colômbia para os Estados Unidos.

Mazur cria logo a persona de Robert Musella, um empresário pleno de negócios legítimos capaz de lavar centenas de milhões de dólares em quantia de drogas que com a ajuda de seu parceiro, Emir Abreu (John Leguizamo), consegue uma porta de ingressão para o mundo dos grandes traficantes, a passa a agir infiltrado lidando diretamente com os bandidos. Com isso Manzur esquece a família para se jogar de corpo e espírito na operação perigosa, que pode lhe custar não só seu enlace, como sua própria vida.

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Bastidores do tráfico

Dissemelhante de filmes de de espionagem como Jason Bourne, Missão Impossível e 007, em “Conexão Escobar” não há engenhocas, lutas ou grandes cenas de ação. O diretor Brad Furman (“Aposta Máxima” e “O Poder e a Lei”), prefere investir em um pouco real e mais plausível dentro da missão imposta aos agentes que mostra bastidores do tráfico de drogas de forma certeira, com uma ração enorme de drama.

Com ótimas atuações e a interessante ambientação de retrato e figurino que caracteriza muito a estética dos anos 80, “Conexão Escobar” nos apresenta um roteiro burocratico com boas subtramas. O filme ganha mais charme com a ingressão na equipe da atriz Diane Kruger como a prometida de moca de Rob Musella, o alter ego de Mazur,  evidente, Bryan é o ponto eminente do filme, com uma atuação impecável, adicionando seu talento nas cenas dramáticas e tensas. Não é um filme indispensável, mas entrega o que promete.

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Eduardo Mendes

Editor do Testosterona. Um rosto sossegado que precisa de pouco pra sobreviver: cerveja, mulher, futebol na TV, uma mesa de poker e as arquibancadas da Estádio Corinthians.



Fonte: http://www.testosterona.blog.br/filmes-e-series/conexao-escobar-traz-bryan-cranston-em-grande-estilo-depois-de-breaking-bad

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