Pilotos contrariados por ordens de equipe, sorrisos de Schumacher no dia da morte de Senna e uma disputa com término trágico entre companheiros, estas são umas das polêmicas do Top 5 pódios polêmicos da Fórmula 1, confira aquém os acontecimentos:

1. GP da Áustria, 2002 – “Hoje não, hoje não, hoje sim”(poeta Cleber Machado – frase histórica)

2002_gp_da_austria_getty

Aquele domingo de maio é um daqueles dias dos quais a Fórmula 1 não se esquecerá, daqui uns 100 anos ainda será lembrado. Era  a sexta lanço de uma temporada de extrema supremacia da Ferrari(era SCHUMI), que terminaria o ano marcando exatamente o duplo de pontos de todas as outras equipes somadas. Depois alguns azares e quebras, Rubens Barrichello parecia enfim rumar para sua primeira vitória no ano, em um término de semana que o brasílico dominou completamente, desde os primeiros treinos. Um desempenho insuficiente, porém, para sensibilizar a escuderia, que nas voltas finais ordenou uma troca de posições com o germânico Michael Schumacher, que já havia vencido quatro vezes até logo. Forçado, Rubinho deixou o companheiro ultrapassá-lo praticamente na risco de chegada, evidenciando a imposição à qual fora submetido.
O constrangimento começou ainda nos metros seguintes à bandeirada, quando Schumacher comemorou o primeiro lugar, até ser avisado pelo rádio sobre as vaias do público. Percebendo que havia feito uma grande besteira ao concordar com a manobra, o germânico subiu ao pódio completamente sem jeito. Diante das vaias que persistiam, colocou Barrichello no degrau mais sobranceiro e ficou no lugar do segundo, enquanto era executado o hino germânico, e entregou também seu troféu ao brasílico. Mas sua tentativa de manter o semblante de uma moço que acabou de chutar sua esfera de futebol na vidraça do vizinho não convenceu ninguém. Sem regras que punissem o jogo de equipe, a FIA multou o time em US$ 1 milhão pela bagunça no pódio, mas a maior pena foi moral: daquele dia em diante, a Ferrari – que sempre se sustentou na imagem mítica criada em décadas de uma vitoriosa história – passou a ser odiada por grande secção dos fãs da Fórmula 1.

 

2. GP de San Marino, 1982 – Traição e mágoa sefuido de morte

1982_gp_de_san_marino_reproducao2

Vivendo uma crise política que dividiu o grid, a Fórmula 1 teve exclusivamente 14 carros na pista de Imola em 1982. Para os torcedores da Ferrari, isso pouco importava. A corrida em solo italiano era uma chance e tanto para apreciar o arrojo dos pilotos dos carros vermelhos, que não haviam brilhado nas três primeiras provas da temporada. Mas a força do público pareceu inspirar Gilles Villeneuve e Didier Pironi, que rumavam para uma fantástica dobradinha depois diversas trocas de posição, numa combate direta pela vitória. Líder na volta final e entendendo uma orientação da equipe para diminuir o ritmo, o canadense não percebeu a sorrateira aproximação do gálico e acabou ultrapassado por fora a poucas curvas da bandeirada.
Villeneuve se encontrava visivelmente magoado com aquilo que ele considerou uma traição. Declarando “uma guerra” com o companheiro a partir daquele momento, Gilles não teve tempo de uma revanche: em seguida uma capotagem, morreu no treino classificatório do GP seguinte, na Bélgica. Ponteando o campeonato com folga, Pironi também foi vítima de um acidente sete corridas depois, na Alemanha, que destruiu suas pernas. O gálico nunca mais voltou às pistas e, sem participar das quatro provas finais, perdeu o título para a Williams de Keke Rosberg.


3. GP de San Marino, 1994 – Sorrisos inconvenientes do Schumi no pódio

1994_gp_de_san_marino_getty

Clima para sarau era a última coisa que poderia se cogitar no fechamento de um término de semana trágico como o vivido pela Fórmula 1 na terceira lanço de 1994. Nos treinos de sexta-feira, Rubens Barrichello sobreviveu por milagre a uma batida fortíssima; no sábado, a morte do austríaco Roland Ratzenberger em um acidente assustou a todos; por término, todo o procedimento de resgate na tentativa de salvar a vida de Ayrton Senna depois o choque com a curva Tamburello, no início da prova, deixava evidente que se tratava de alguma coisa muito grave. Até que o brasiliano fosse transferido de helicóptero para um hospital próximo, a corrida sofreu uma longa e angustiante paralisação, pontuada pelas imagens impressionantes do lugar do acidente.
Quando o GP foi reiniciado, Michael Schumacher não encontrou dificuldades para vencer com sua Benetton. Ao receber a bandeirada, ergueu o braço e comemorou normalmente. No pódio, mesmo diante das reações contidas de Nicola Larini e Mika Hakkinen, o teuto não conteve os sorrisos, acenou bastante para o público e vibrou ao levantar o troféu. Mesmo que não soubesse do real estado de Senna, o comportamento do logo jovem piloto não foi condizente com o tom de consternação que tomou conta do autódromo naquele doloroso domingo de maio.


4. GP da Alemanha, 2010 – “Fernando is faster than You

2010_gp_da_alemanha_getty

Naquele domingo de julho, Felipe Tamanho completava um ano de seu terrível acidente nos treinos classificatórios para o GP da Hungria, quando uma mola que se soltou do coche de Rubens Barrichello acabou atingindo em pleno o seu elmo. Renovado e autoconfiante, o brasílico saltou do terceiro lugar no grid do GP da Alemanha para a liderança logo na primeira curva. E parecia rumar para uma vitória consagradora em seguida o drama vivido nas semanas seguintes ao traumatismo na cabeça. Até que recebeu uma ordem pelo rádio: “Fernando está mais rápido que você. Pode confirmar que entendeu esta mensagem?
Era a senha para que Felipe deixasse seu companheiro ultrapassá-lo, dando ao espanhol o recta de vencer. Mas, àquela fundura, um pormenor ainda não tinha ido a público: para propiciar a aproximação de Alonso, a Ferrari mentiu para Tamanho, convencendo o brasílico de que ambos poupariam seus motores até a bandeirada. Desolado no pódio, Felipe era o retrato de alguém que acabava de ser traído. Inicialmente constrangido, o bicampeão mundial logo desfez a faceta amarrada e celebrou o primeiro lugar sem parcimônia. Além do mal estar entre os pilotos, a manobra também custaria US$ 100 milénio aos cofres da equipe por infringir a proibição ao jogo de equipe na F-1.


5. GP dos Estados Unidos, 2005 – A corrida de seis carros

2005_gp_dos_eua_getty

Uma sequência de acidentes nos treinos livres na pista de Indianápolis por falhas nos pneus fez a empresa que fornecia para sete das dez equipes da Fórmula 1 na temporada de 2005 pedir que a FIA modificasse um trecho da pista para a corrida em nome da segurança. Dependendo da concordância de todos os times, o pedido foi refutado justamente com o voto contrário da Ferrari – que tinha outro fornecedor e vivia um ano difícil. Por orientação da operário, que sem a diferença no traçado não podia prometer a integridade dos pilotos que usavam seus compostos, aquele GP dos EUA acabou ainda na volta de apresentação para 14 dos 20 carros, que foram conduzidos aDesta forma, a Ferrari correu na companhia das nanicas Jordan e Minardi, protagonizando um deprimente GP com somente seis carros. Como se não bastasse a situação que surpreendeu negativamente os fãs setentrião-americanos, a equipe italiana ainda usou a telemetria para diminuir, via box, os giros do motor de Rubens Barrichello, que na pista era mais rápido que o companheiro Michael Schumacher. O germânico ainda deu um “chega pra lá” no brasílico ao retornar de um pit stop, jogando a outra Ferrari na extensão de escape. Apesar da dobradinha, os dois mal se olharam no pódio, também envergonhados por terem triunfado devido à exiguidade dos rivais. O contraste com o clima pesado dos ferraristas vinha do português Tiago Monteiro, da Jordan, que não tinha zero a ver com a história e acabou conquistando seu único pódio na Fórmula 1.os boxes antes da largada.

Eita saudade da era….
Via GLOBO.com

TAGS



Fonte: http://www.pitacodoblogueiro.com.br/os-podios-mais-polemicos-da-historia-da-formula-1/

Comentários

Comentários